
Experimente tirar água e leite das pedras,depois conte para mim o resultado.Dedico-me as palavras e as letras, por elas tenho carinho.Conversando com uma conhecida sobre rotinas e falta de tempo, perguntou-me curiosamente o que eu fazia para ter tempo de escrever, enquanto ela não conseguia nem exercitar-se em seu piano. Tem empregada e cozinheira, faixineira, jardineiro e motorista (porque já não dirige como antes), estressada com o transito. Não tem filhos pequenos e os seus netos ficam com os seus pais, cada um em suas devidas casas. Sai para compras, passeaios, filmes de vídeos diariamente e ainda me pergunta o que faço para conseguir escrever ! Quase lhe dei uma resposta mal educada o que não é meu hábito, e por isso silenciei e limitei-me a encará-la por alguns fracionários momentos...Respondi simplesmente que eu havia conseguido um meio estratégico para driblar o tempo.Devia ter falado um idioma estrangeiro tamanho foi o seu espanto então quis saber qualseria o meu método, mas me mantive sigilosa. Ela fez uma careta, resmungou algoe finalizou exclamando que eu era muito egoísta. Despediu-se seca e antipática pés tentando ficar dos saltos.Concluí então, o quanto ela havia projetado o seu egoísmo. Como tentou sugar o meu estilo literário e meus momentos poéticos, entre as letras e os pensamentos... É claro que minha conquista eu não compartilharia, por ser precioso o desfrute do meu deleite e incompatível com a sua linha de raciocínio.Tratando-se de criatura fútil, inteiramente voltada para os excessos de materialidade, tendo como única prática as "palavras cruzadas" ou lista de compras, certamente nada assimilaria além disso, é curta a sua visão.Conheço o sofrimento que consistiu no ato contínuo de "TIRAR LEITE OU ÁGUA DA PEDRA" fui perdendo as cores do arco-íris e a noção do luar. A tal conversa gerou a impressão que aquela conhecida é do tipo "sanguessuga", quer saber tudo, por não ter a dizer... O que ela pretendeu tirar de mim...?A companhia das minhas letras, onde imprimo os meus pensamentos, anseios, desabafos, sonhos, ideais, criações, ilusões, realidades e as minhas idéias, são os meus... apenas os meus momentos, onde confabulações são de minha própria conta, assim como o tempo que consigo.Quando se reúne acúmulos de afazêres, quantidades de compromissos, inúmeras tarefas,decisões, atenções, estudos, namoros, obrigações para dar conta em só dia,"não é o tempo que é pequeno,"somos nós que o entulhamos de tal forma, que criamos o mais falso dos conceitos e a frase mais imperfeita para "tapearmos" aos que nos perguntam, "porque não preparamos aquele trabalho"? - E respondemos: - " É que eu não tive tempo."O resto é silêncio...

Perdendo as cores do arco-íris! Quantas vezes perde-se as cores do arco-íris? Não se trata de uma experiência simples, nem frase de efeito... mas algo sério.
ResponderExcluirDa mesma forma que se perde a cor das faces,quando elas empalidecem diante de um impacto, ou são ruborizadas por alguma emoção como no passado acontecia com as moças tímidas e recatadas, diante dos elogios de algum candidato ao namoro.
Diante de alguma notícia coroada de surprêsas agradáveis, a alegria e o entusiasmo pode levar-nos a ver com um brilho maior, o que antes víamos e quase não notávamos, ou ver tôdas as coisas com maior intensidade!
Existem as variáveis conforme a natureza de cada ser humano cujas reações diferem umas das outras.
O contrário é a decepção, a amargura, a tristeza,e as lágrimas que podem impedir a visão dos grandes espetáculos.
Não só perde-se as cores do arco-íris,como ganha-se a perda da sua presença...
O estranho é tudo aquilo que "não se conhece," não se sabe como é e nem se cultiva o hábito ou o costume". Não significa que tudo o que é estranho esteja errado"... porque o errado ou certo, foi construído pelo homem.
Nesse ponto de vista, o homem instituiu as leis para dar alguma direção a êle e aos outros, mas as leis estão servindo apenas para os "outros", os que vivem na marginalidade da pobreza, da miséria e são levados a cometer as irregularidades para manter-se vivos. "A necessidade de sobrevivência," "lobo comendo lobo" ...(a fome) e entretanto, aprofundar o assunto é entrar na Justiça e na lógica da existência humana e divina, o que certamente caberia em discussão incansável...
Os interêsses nos lucros cada vez maiores levam a gananciosas atitudes e calamidades que ferem os princípios humanos, são desumanas. É um "poço sem fundo" entrar nessa questão de caráter político,mexer na arbitrariedade e na imoralidade autoritária do profundo e imensurável egoísmo político.