sábado, 22 de outubro de 2011

Pérolas da Natureza.

Os pássaros e as aves estão no cenário maior da natureza de Deus! Exuberantes apresentam-se encantadores a serviço da poesia,da pintura e demais artes.
São o encantamento de cada dia, sinônimo de paz e otimismo!
A Maria Faceira, uma ave de beleza extraordinária e porte elegante pode ser avistada pelas áreas do mangue da Lagoa da Tijuca, em Jacarepaguá. Foi um encontro raro pois aquela espécie não havia feito pousos "ainda" naquele local.
O ideal é que haja um combate efetivamente forte e intenso à caça criminosa,cuja finalidade é a comercialização e cativeiro.
Vamos colaborar e impedir que mais essa covardia some-se as demais.

domingo, 3 de julho de 2011

A PARTE MAIS DIFÍCIL

A PARTE MAIS DIFÍCIL...

Segundo Platão, "o começo é a parte mais difícil do trabalho, e justamente por isso a dificuldade de iniciar os meus trabalhos literários...
Já comecei inúmeras vezes, por isso tenho o "amontoado" de criações que obedecem as fases de minha vida.
Momentos de intenso sofrimento provocado por dúvidas... estas me acompanharam como sombra.
E qual o significado da "dúvida"?
Vou aos sinônimos: - incerteza, hesitação, suspeita, dificuldade em crer...
"duvidar" : - não acreditar, não admitir, questionar...
Uma vida semelhante a uma acróbata, que dança e corre no fio suspenso nas alturas de um circo, com a diferença de que ela é exímia e jamais caiu!
E que mesmo caindo, uma grande e possante rede estendida a aguarda...
Com outra diferença de que a acróbata em questão escolheu a sua profissão e empenhou-se para obter sucessos em "sucessivas" apresentações, origem de sua fama e riqueza. Ela arrisca-se sem hesitar, mas suspeita que poderá em algum instante falhar... impossível que não tenha lhe passado por frações de segundos algum dúvida, ou sobre a segurança da corda, ou até mesmo de seus ossos...

FRIO SEM ALMA

FRIO SEM ALMA

E o homem resolveu fazer novos furos e desta feita foi nas camadas protetoras de ozônio e de clorofila. A fascinante floresta!
Assombra-me pensar no desvario, na resolução funesto da destruição... Causa-me
mais arrepios do que este frio dissimulado que apresenta-se no momento: "Projeto de frio".
Dizem que o frio está acabando e isso eu posso comprovar bem na pele! Já não a tenho a ressecada como em outros tempos passados, em que eu precisava cobri-la de óleo anti-ressecamento. Batia os queixos, usava dois cobertores, meias de lã, luvas e sapatos totalmente fechados.
Imagine-se que até nos polos já não há mais frio! Existe um dado real que serve para minorar a vida dos desditosos sujeitos a morrer congelados. "Já não morrem mais de frio"...
Penetrante até os ossos, o frio pode causar prejuízos à saúde sem dúvida, e para evitá-los é preciso usar as devidas precauções. As botinhas por exemplo, os casacos e demais aparatos que exige a estação.
Penso que os comandos são bem mais leves, pois a proteção maior prende-se as chuvas e as tempestades, por isso o uso das botas não apenas para proteger os pés de um frio inexistente, porém de um "hábito" de sentir frio.
É possível sentir-se saudade de a estação que congelava inclusive os pensamentos!
E por falar no assunto eu preciso congelar o meu...pensar, para fazer de conta que está frio.
E qual a razão, "alguém poderá ousar arriscar" tal pergunta e que eu não negarei a resposta.
Existem pessoas que ficam confusas com as coisas mais simples, perdem-se como se algo do "outro mundo" lhes aparecesse! Simplesmente não entendem a simplicidade da vida e das coisas.
Existem sentimentos simples, basta que para isso as pessoas sejam de tal forma desprovidas de complicadas formas de manifestação e tenha trajetórias descomplicadas.
Compreender o motivo pelo qual uma rosa é tem formas impressionantemente lindas, ou outras flores ... Basta que estique-se uma olhada direta na flor, e imediatamente saberemos que nada a questionar. É obra divina, por isso nada tem para que se possa estudá-la.
Os diversos acontecimentos afastaram-me deste blogger, onde foram permeados de fatores inusitados e surpreendentes.
Retomo agora fortificada pela inspiração e pelo ritmo atual. Conto com maior estabilidade e mais vigor.
O tempo: Sobre ele eu tenho muito a dissecar...Talvez precise de "tempo" para aprimorar a definição, o seu significado.
O que sei no momento é que nele estou inserida, e submissa busco empreender os momentos essenciais da melhor maneira possível.
Nas vinte e quatro horas do dia faço tentativas de preenchê-lo com qualidade de temas e tarefas que são rotineiras e imprescindíveis e inadiáveis.

Por mais que o preencha o balanço não me apresenta o resultado esperado apesar de esforçar-me.
Será que preciso usar a matemática, é o que venho me perguntando constantemente, mas ainda não tive resposta até o momento.

sábado, 29 de maio de 2010

esquinas da vida

Ora a sensação indecifrável, ora a forte impressão que me perseguia. Santo Deus Pai, eu precisava ter constantemente de volta, o mesmo vislumbre que me acometia e me elevava ao êxtase!

Era exaustivo o meu caminhar para chegar naquela “outra virada de rua,” onde teria certamente alguns bares com homens de copinho na mão e cigarro na outra. O cheiro da cachaça, vodka e whiskie, eu já podia sentir à distância, tal e qual um cão farejador. Quanto aos cigarros, já me acostumara por serem os meus pais fumantes inveterados e a seguir meu marido.
Podia “quase” advinhar quais seriam os ítens constantes naquela esquina, pois não conhecia os personagens que lá, vadiavam em série.
As vias que eu percorria constantemente eram outras, mas aquele dia pude experimentar as delícias de caminhar mais inspirada e voltada a um lado meu, ainda pouco conhecido. Pensava em muitas questões ao mesmo tempo, quando não era perturbada pelos paqueras, que ao avistar-me começavam com as gracinhas, um jeito de cortejar decente pois t ratavam-se de rapazes que usavam os galanteios simpaticos como: docinho de coco, gostosona, boneca e outros adjetivos que me envaidecia.
Sei que a “famosa liberdade” não é a idéia de andar solta, sem hora p’ra nada, no meio da madruga, igual a uma pipa. Trata-se de um sentido mais profundo.

Livre pra casar e livre pra descasar! Livre p’ra casar várias e incontáveis vezes! E também p’ra ter filhos com cada novo marido ou namorado... “Ninguém dá a mínima para o outro”...ASSIM tem sido com os casais que usam a expressão, “Tô ficando!
TÔ FICANDO, com o significado de ”estar junto hoje”, amanhã é improvável. Enquanto houver algum interêsse em tirar proveito de alguma situação, os envolvidos na cumplicidade “vão ficando”, e no ítem que destaco está ausente o sentimento de amor, ou afeição mais profunda e é lógico, fica bem evidente uma relação transitória, um típico modêlo de “aventura.”
Tal assunto é por demais complexo por envolver modismo, facilidades sexuais em que acontece apenas o “desejo de ter prazer” , de posse como “carro chefe” na entrega rápida e fácil da intimidade, a falta de decôro enfim, e o conceito truncado da moral e do amor.
Existe ainda a liberdade excessiva que está comprometida com o sentido LIBERTINAGEM.
Eu vim de uma época mais encorpada em que havia grande respeito, valorização do afeto e do corpo;
A seriedade moral destacava-se pela rigidez da educação, e atenção dos lares, onde os patriarcas primavam pelos bons princípios. Os adolescentes cumpriam horários, e os seus familiares marcavam em cima observando qualquer deslise. Eram escassas as oportunidades de prevaricação, porque o princípio das famílias era respeitado e culturalmente exercido e praticado em suas regras. A sociedade lia a mesma cartilha e por isso, o modêlo do princípio moral era mais fàcilmente seguido.
Uma melhor formação familiar que objetivava a construção sólida e responsável...

Os jovens aproveitavam mais a mocidade “sem deixar de paquerar e namorar e sem envolver-se a tal ponto, de precisar ir ao altar e ou cartório.
As meninas tão novas “não engravidavam” apenas namoravam, na maioria das famílias de bom nível cultural.

É claro que desvirginadas existiam, porém havia um maior cuidado com as agravantes devido a predominancia da autoridade paterna e em outros casos, a materna se fazia severa. Acredito que houvesse também o receio, o mêdo e o desconfôrto gerado por precariedades financeiras, e dificuldades para emancipação. Mais recatadas as moças se preservavam para entregar-se como virgens aos seus parceiros e sonhavam com a “lua de mel” .
Talvez porque o consumismo fosse bem menor, a pobreza maior e a educação melhor... Por conta de um “olhar e um cuidar” constante, da sensibilidade para educar filhos e apesar de não “existir a internet,” nem seus vestígios, as informações eram passadas pelos chefes de família em conjunto com as escolas de forma coesa. As diversões eram mais saudáveis, e mesmo com a presença da Tv as influências eram mínimas.
Os menores não tinham acesso a deterninados assuntos proibitivos para as suas mentalidades, fase em que é preciso que haja maior respeito ao seu mundo inocente ... A INFÂNCIA É ÚNICA e linda e evidente que as chances de um maior número de adultos saudáveis possa aumentar, e o resultado positivo está nos encontros que HOJE, casualmente tenho com colegas e conhecidos que pertenciam ao mesmo sistema rígido e vigilante do SABER E PODER CUIDAR...

Para que exista um princípio de vida bem feito, êle deve ser pensado, analisado, refletido e conhecido.
Passeios ao ar livre, praias, bicicletas, visitas ao Jardim Zoológico, Jardim Botânico,
Alto da Boa Vista Cristo Redentor, Pão de Açúcar, cinemas, teatros, parques cheios de novidades como o trem fantasma, roda gigante, tiro ao alvo e toda a sorte de distrações! Passeios de charretes, (raras mas ainda eram presentes em alguns locais da cidade). As domingueiras eram em clubes familiares, portanto as inúmeras recreações em nada ficavam devendo as desses tempos atuais..O simples soltar pipas fazia e ainda faz a criança satisfeita e entretidas, assim como jogar bolas de gude, e outros joguinhos infantis e para adolescentes, servem como útil entretenimento.Esse foi e é um tempo e idade preciosos.
As ocorrências são vertiginosas mas parece que desobedecem as leis divinas... Permeia o tumulto e a desordem, a ansiedade passou a ser a tônica da vida das pessoas. A corrida desenha diáriamente fisionomias estressadas e raivosas, e o descontentamento e as frustrações crescem a cada dia, e parece-me generalisado, mesmo inconfessável, e incontestável. As aparências mostram visíveis sorrisos, gargalhadas e ironias mas por tráz dos sinais fisionômicos, as pessoas perseguem incansávelmente e ávidas o poder continuado, que se revela nos consumos exagerados, na ânsia de manter a estética perfeita...
Desconheço estatísticamente a quantidade de cirurgiões plásticos em campo, a cosmetologia e a cosmiatria, mas é fácil calcular. O fato é um número assustador de mulheres em busca de um corpo novo e uma cara novíssima!
O rosto da mulher atual está afinando,quase sumindo restando os olhos, o nariz e a boca, porque o trabalho estético dos cirurgiões consiste em evidenciar as maçãs do rosto com os ossos de fora, e o queixo proeminente. Muitas ficam com “a aparência de habitantes de outras galáxias.
Pois bem, sei que é tudo uma questão de avanço, de evolução da medicina, da ciência e da tecnologia motivando a vaidade feminina, perfeito campo de exploração e mina de ouro.
Mas é evidente a ascenção extra-ultra-rápida de tudo o que está sendo inventado, experienciado e testado. Os cérebros funcionando sempre, e perceberam a necessidade da inovação, do progresso, de mais criatividade em práticas.
As comunicações precisavam adquirir novos formatos e dar mais confôrto e tranquilidade aos sêres que ficavam condicionados aoS telefoneS penduradoS nas paredes.
Nasceu o computador e e o celular , para diminuir a distância entre as pessoas, porque a internet “aproximou as imagens”.

QUE SEJA ASSIM!
Vejo que em meu percurso até alcançar a próxima ESQUINA, reuni alguns subsídios p’ra confabular comigo mesma. E o passado injetou meios p’ra que eu fizesse as leituras.
Não sou crítica mas costumo ser “pensadora”e gosto de filosofar.
Tomara que eu encontre na “próxima esquina,” alguma conhecida dos tempos da rádio-vitrola e da máquina de escrever.
Tomara que a encontrando possamos rir bastante com as “antiguidades” que nos fazia felizes, e que nossas conversas vislumbrem o equilíbrio de nossas considerações.
E que o “espírito da harmonia” reine em nossos momentos, o nosso contato se realize em prol do “acréscimo mútuo de conhecimentos para um saber maior” em nome de um futuro melhor.


Que o seu casamento não SE tenha transformado em amarguras, e se estiver só, não AZEDE os nossos parcos momentos com lamentações. QUE ASSIM SEJA!

• Estava quase chegando a “esquina da extensa avenida” que me levaria a Igreja que eu frequentava, mas não podia parar com nenhum conhecido pois havia muitos compromissos a dar conta.

UM ENCONTRO IDEAL!
Um encontro ideal seria aquêle que faz o sangue ferver, as carnes tremerem, a cabeça girar e a voz embargar, as pupilas quase saltando dos olhos, a gagueira ou a voz trêmula em evidência as vezes disfarçada... Enfiim, a adrenalina é demais quando o “encontro é o ideal!”
“Tudo é emoção e quase nada é razão.” Se a razão predominar, deixa de ser ideal o encontro de corações, porque o ideal p’ra mim é sinônimo de “mais do que importante”, o “supra sumo,” o máximo, “além de imaginação,” divina realização! Dose única de felicidade com os sinos tocando dentro do coração!
Enquanto buscava definir com exatidão as emoções experimentadas com o “encontro ideal”, ia me aproximando de mais uma esquina, quando lembrei-me do cafézinho que iria tomar na lanchonete.
E continuei o meu percurso até o local pretendido ... O dia estava terminando para dar gentilmente lugar ao anoitecer e por sinal, aquela noite prometia ser linda! Costumo sentir vontade de ter alguém com sensibilidade suficiente para encantar-se com a luas nova e cheia, como eu me encanto! Namoro-a em saudações, pronuncio-me a elas e as vezes atrevo-me a fazer-lhe modestos pedidos.
Quanto as companheiras estrêlas, ah! Quanto brilho no céu refletindo esperanças de novo dia com novos e brilhantes fatos!
Tantas vezes os pretendi, porém há uma tênue diferença entre “pretensão” e “realização”. Dizem os estudiosos em religião, que é preciso ter merecimentos para adquirir o que se almeja e coloco algumas dúvidas sobre tal aspecto, sem querer desmerecer opiniões diversas, despojando-me das vaidades.
No que entendo como MERECIMENTO,e até mesmo tirando as dúvidas no amigo AURÉLIO (dicionário), tenho trabalhado com afinco para obtê-lo(s) porque em tempo algum, recebi algo, o mínimo que fosse sem ter empreendido esforços que não foram poucos... Portanto, se assim procedi e procedo até hoje, é de fato por acreditar que funciona desse jeito, seguindo a lógica natural e humana.
Alguém que fornece o produto, precisa tê-lo e para isso, precisa comprá-lo... Assim na sucessão de compra e venda funciona a máquina que, incansável produz para obter. É preciso investir porque do contrário, a estagnação de todo o mecanismo evolutivo da nossa civilização instala-se, e o pior poderá acontecer.
Consigo fazer levantamentos memoráveis entrando em solilóquios, e os resultados são sempre surpreendentes. Encontro as respostas imediatamente e conclúo as questões pendentes com maior rapidez. Atribúo o mérito a minha personalidade e também ao estilo da criação que recebi. O modêlo de comportamento veio de meu pai que tinha o hábito de ficar em silêncio durante longo tempo, as vezes caminhando de um lado para o outro, outras sentado em sua poltrona favorita com o cigarro entre os dedos...Êle refletia por longas horas.Era de pouco falar e muito de pensar. Sóbrio e elegante.
Incontáveis e incalculáveis materiais existem para ocupar os nossos hemisférios cerebrais, porque o mundo contém histórias e piadas, fatos esdrúxulos, e um lado irreverente e romântico. Principalmente pessoas! Exatamente, as pessoas!
O que seria o mundo sem as pessoas com as suas diferenças, reflito...

COMO SERIAM AS RUAS SEM AS ESQUINAS...
Cheguei a outra esquina, mais uma entre as muitas existentes naquele baiirro elegante. Com ausência de bares, mas com franquia de sanduiches e sorvetes, estacionamento e play. Aquele é o tranquilo trêcho que abrange duas fatias de ruas das mais importantes.
Mais alguns passos e alcancei a padaria e lanchonete onde entrei afim de comprar alguns pãezinhos frescos antes de seguir p’ra minha casa, já estava ficando tarde e o frio aproximando-se. Precisava chegar em casa antes do anoitece e já sentia cansaço.
Constando dos meus pensamentos, alguns fios de meada que andei puxando e que tem sequências importantes. São conclusões que tirei através de meus próprios questionamentos, investigações acêrca das minhas peripécias . Uma espécie de levantamento das razões de meus êrros e acêrtos e chegar a alguma conclusão mais acertada.
Um ponto principal fixou-se em meus sentimentos e razão, e então segui em cada esquina, marcando ajustes e desajustes, brigando com as emoções, e questionando... É evidente que não se trata da culpa, afinal é bem pesada essa palavra e complicado o sentido.
Pensando assim, fui seguindo a passos lentos dando a pausa no pensamento.
Necessário se fazia que acalmasse os neurônios com a trégua para acertar nas travessias das ruas movimentadas pelo trânsito confuso, onde se faziam necessárias as atenções concentradas e sem distrações, do contrário, haveria a algum transtôrno imprevisível.
Mais alguns minutos e estaria em casa livrando-me dos saltos, as vezes indispensáveis.
Eu precisava concluir o raciocínio que estava sendo formado e interrompê-lo por muito tempo causaria desconfôrto. Mas precisei permanecer um pouco mais além do previsto, na próxima esquina, quando veio ao encontro de minha memória uma nesga de fato recente envolvido por algum comentário de uma conhecida, que emendou-se com o meu.
Carência e carência, eis a questão... Houve um “pivô” de minhas carências, é certo, e no decorrer de meu crescimento elas foram progredindo , e não regredindo o que seria o ideal, e resultou que tornei-me uma mulher com tal história de prejuízo.
Se eu inventar que foram carências oriundas “do nada”, estarei perdendo um tempo precioso, e deixando de produzir coisas do meu interêsse e que geram satisfação, preenchem as lacunas... Logo, seria grande pêrda de tempo.
Finalmente não houve culpados nem inocentes sôbre as minhas carências, simplesmente não explico, e se tivesse “explicável competência,” seria a sequência de embaraços porquê, evitá-los não dependeu dos responsáveis pela minha vida. E se pudesse ser constatado pela ciência, ser fator genético provávelmente os detonadores das minhas carências não conseguiriam fazer algo para evitar os meus deslises .
As questões que envolvem as carências do ser humano são incontáveis mas apenas posso falar sobre as minhas.

A próxima esquina estava por ser alcançada e recordo vagamente da amiga que por algum breve tempo supriu-me com o calor de sua amizade, quando fiquei sem a presença de minha mãe que precisou afastar-se durante dois meses, para tratamento de esgotamento físico. Daquela amiga e dos seus familiares recebi toda a cobertura humanizada, como demonstração de carinho e respeito a minha fase.
Talvez a responsável pela recordação daquêle trêcho melancólico de minha adolescência tenha sido invocado por minha memória, devido ao momento saudoso de minha finada mãe, cuja data de aniversário se fixava naquêle exato dia.

Por alguns instantes rodopiei no local sem atinar com o rumo a seguir... Respirei fundo, olhei o mar que desfilava com suas águas mansas bem à minha frente. Senti então o meu corpo relaxar e a seguir desfazer-se o nó da saudade.
A mãe, sempre com muita sabedoria a transmitir, pecava apenas pela fórmula.

Bem, o que eu ia fazer mesmo(inter), p’ra onde ia, e p’ra que lado(inter)
Comecei a salivar café! Isso mesmo, nada melhor do que um cafèzinho p’ra levantar os ânimos! Na maior parte do tempo, era eu mesma quem precisava melhorar o meu estado de espírito. Ainda bem que a religião que passei a dedicar-me contribuía para que eu conseguisse superar aquêles “momentos de fragilidade em plena rua.”
Eu saltava de saudade em saudade, e tenho a nítida impressão que a minha existência vem sendo marcada por ela. E me pergunto insistentemente, porém a resposta é difícil... Vou arriscar a primeira, onde é natural e bem comum que todos tenham as suas famílas, grandes ou pequenas. A partir desse ponto, eu com a minha, a princípio grande, embora eu nunca tivesse irmãos, mas tive tias e tios,avôs e avós,primas, madrinhas, sobrinhos, e os mais próximos foram os que pouco a pouco se despediram.O primeiro foi o meu vô, depois a vó, a seguir o meu Pai e a seguinte, a sua irmã( portanto a minha tia), e a outra tia e madrinha de batismo por parte de mãe. Aí estão as primeiras saudades, sem contar com as de um passado ainda mais remoto, que foram as colegas de meninice, o primo por quem meu corpo de adolescente ardeu...
Um pequeno drama do tamanho e proporção dos meus 14- 15 anos de idade, em pleno fulgor da mocidade, ensaio para a adulta que chegou logo tomando formas
Um pouco diferente
Elegancia no trajar, na educação de um modo geral, constou também de minha formação e de fato, muito me ajudou! E me dá “hoje em dia”, amplas condições de entrar e sair de qualquer lugar, deixando as melhores impressões.

E com o mundo de pensamentos infiltrados pela saudade e conformada até então, percebi que já estava chegando em uma nova esquina.
Abriu-se então as portas de mais raciocínios, maiores resquícios de uma vida passada, dos enganos dos sentidos, das fantasias e sonhos... De uma poesia jovem e morena jambo das praias da zona sul, e cintura fina. Da delicada separação das bonecas, dos ursinhos para novas cumplicidades com o mundo novo mais adulto.
Mais um despertar sem dormir, e “sem explicações de fato”.
Certos fatos quase precisava advinhar...Enquanto outros eram evidências sem a minha permissão.



Posso imaginar o nível de conversa que eu iria ouvir, ao passar por aquela esquina.
A conversa masculina devia girar, eu bem imagino, em tôrno de suas conquistas que eram as mulheres e o jogo. Os homens ufanam-se por serem vaidosos de sua masculinidade.

Não classifico ninguém pelo bolso, porém entendo que:- -a moral, bom caráter,
bom nível espiritual e intelectual, temperamento ameno, estável de preferência, pacífico, simples, assumido, responsável, educado, verdadeiro, pontual e dedicado a sua função ou profissão, amoroso, transparente; esse é o perfil do homem “quase” em extição; pois bem, essas são as qualidades que o homem de verdade precisa ter, na minha ótica.
A maior parte de minhas caminhadas na vida foi feita em solilóquio. Sempre foi difícil p’ra mim, ter companhia de pensamentos e teorias. Assuntos banais, corriqueiros, fofoquinhas,
Não era problema. Havia colegas com disposição de candongar, xeretar a vida do próximo, e falar abobrinhas. Entretanto não era assim que eu me sustentava intelectualmente, seria preciso mais do que toda aquela mediocridade. E não conseguia satisfação ainda que me esforçasse, faltava-me algo...
Os estudos e os livros eram os únicos lugares que me encontrava satisfeita! Sentia-me em meu lugar certo, enquadrava-me exatamente daquela maneira e a felicidade aparecia e se expandia em meu coração!
Enquanto agitava o meu intelectual, nem pensava em quantas esquinas teria que passar, e o quanto de capacidade de arquivo na memória iria reunir ao longo do tempo. Ocupava-me dos novos horizontes que o conhecimento dos estudos e pesquisas me proporcionavam.
Muitas vezes detinha a imaginação no amor, e com êle seguia aos rumos desconhecidos!
Estava muito certa que eu queria e precisava ter um amor verdadeiramente companheiro e convicto, e que seguisse o meu raciocínio sem precisar mudar de opinião, porém respeitasse sériamente o meu ponto de vista e acrescentasse, mas nunca diminuí-lo ou reprová-lo.
E me perguntava e ao meu Deus, se era impossível de acontecer um parceiro como eu precisava, porque as minhas pretensões eram simples e desprovidas de luxo e superficialidade.
Perguntava e pedia ao mesmo tempo, e penso ter sido bem honesta nos meus anseios porque faz parte de minha maneira de ser, a HONESTIDADE em tudo o que faço e falo.
No Universo de minhas considerações pessoais, eu contava com excelente análise pela coerência que tinha. E ainda hoje, neste presente delicado mantenho a mesma qualidade que tanto preservei.
Uma esquina importante é aquela em que experimento a sensação de enorme bem estar por seus aspectos diversos. Não há nela a vulgaridade, mas a certeza do charme do Shopping existente com as suas lojas de elegante porte
e bom gosto.


Contrariando fofoca.”


A minha história não pode permanecer estagnada na limitação de uma pergunta simples mas de difícil resposta, nem de resumos ou de subterfúgios extensos. Nas irresponsabilidades e leviandades que eu reprovo e nos desencontros das pessoas que se diziam e dizem seguras de si... as farsas e os desencontros eram os pratos típicos de cidade grande, mas comparado com os dias atuais, era bem mais tranquila e sujeita a maiores apaziguamentos.

Talvez eu tenha desenhado e gravado dentro de minha alma o meu ideal, ou êle tenha se alojado em minhas entranhas... Talvez êle tenha se fundido ao meu umbigo que ficou no lugar certo, sem nenhum problema de estética, e como “quase” todos os umbigos, mantém-se quieto sem incomodar. É perfeito e sem mais nem menos como obra de arte!

Estiquei os olhos quando percebi que estava próxima! Era sem dúvida a esquina!
Parecia perto mas ao mesmo tempo distante. A aflição aumentava e o calor também, mais
rápido eu caminhava, com ímpeto de voar. As pessoas aglomeravam-se a minha frente e ao
meu lado dificultando-me os movimentos e tenho aversão aos empecilhos, quando tenho um
alvo... Detesto ter interrupções durante um trajeto, ou qualquer que seja a ordem.

Foram tantos empurrões das pessoas mal humoradas soltando desafôros, como se houvesse
culpados específicos. Daquela maneira ficava mais e mais agitado alcançar a nova esquina, eu
precisava safar-me daquele conflituoso movimento.

O que estaria além daquela primeira esquina eu não
Sabia e nem se pode saber tudo .
Seria algo que os meus olhos não alcançavam e que eu também ignorava, ou talvez, eu ainda não estivesse preparada p’ra saber, mas o fato é que eu sentia o coração saltar e cantar e as minhas carnes tremerem...

F Ô L E G O
Várias pessoas estavam na mesma direção que eu, e pareciam querer o mesmo. Logo, um ponto em comum.
Seguia entre os esbarrões pois não queria desistir mas o que fazer. Sentia-me órfa as vezes... Súbito uma melodia entrou modificando a sensação. Não a conhecia, mas era bonita e romântica. Parei hipnotizada e sentei-me em um banquinho que como eu, estava isolado...Êle me esperava solitário. E curti de olhos fechados aquêle enlêvo! Parecia ser a trégua.

Aquêle entardecer tão comovente, verdadeiro milagre da natureza! !
Entreguei-me aquele momento!

CONFIÁVEL!
Eis a esquina principal. Entretanto aparece um outro questionamento: - Será o amor mais importante do que a confiança...
NEM SEMPRE UMA “COISA LEVA A OUTRA.”.. MAS A “OUTRA” PODE LEVAR A MELHOR DAS COISAS!

Ultapassei vários patamares, garimpei em terrenos áridos e nêle semeando amor machuquei o meu coração.
E se a vida e as pessoas são paradoxais, pergunto-me se não seremos reflexos divinos até nesse detalhe...

Criando linguagens afim de ser compreendida, estive em tribos rebeldes precisando ter destreza física.
O perfume que exala espande-se por toda a calçada, e é magnífico!
Em cada loja, um adôrno exótico prendia as atenções daquêles que passavam, e funcionários com simpatia e sorriso nos lábios, solícitos e competentes.
Era sempre muito feliz uando naquela esquina passava...
A seguir, nos próximos passos lembrava-me da palavra carência...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

LEVE OU DELICADO?

Ser uma pessoa leve ou ser delicada? Quase a mesma coisa ou o mesmo sentido? Penso que a diferença entre uma e outra situação seja ínfima. Mas o que será que falta para ter o mesmo signficado, só que neste exato momento não consigo encontrar. Vejamos no Larousse da Língua Portuguesa: - DELICADO é o mesmo que suavidade, brandura, fineza, gentileza, sutileza.
Também se entende LEVE, como o que tem pouco peso, pouco espesso, pouco denso, gentil e fino.
Mas o que terá me levado a pronunciar tais palavras neste meu silêncio de conjecturas? As conjecturas derivadas de intenso raciocínio, do quebra cabeça, de juntar os ladrilhos quebrados do interminável mosaico...
Afirmo que tal necessidade liga-se ao fator justiça. Ao fato de querer ou precisar "ainda," descerrar o véu de todas as mentiras originadas de fonte por mim entendidas e legitimadas como puras. A necessidade de "não encontrar" a minha suspeita confirmada e tê-la p'ra mim mesma, como injusta. Ainda quero honrar o porto que ancorou o meu navio, porque desejo que êle seja o "honrado porto" que eu avistei e decidi confiar inteiramente. A nau que um dia abrigou os meus pensamentos, recolheu os resíduos para ajudar-me a desfazer do que nada valia mais.
Insuportável é a hipótese alcoviteira que soprou em meus ouvidos do que estava sendo capaz, e regalou-se ávida por sentar-se no mesmo lugar que o meu, para exibir os seus podêres e materializá-los. E naquêle conceito esperto e sagaz, colidir comigo, entrando e saindo pela mesma porta, a investigar e comprar as vaidades e os caprichos que a sua inveja pode satisfazer, e dessa forma desigual promover desordens capazes pela incapacidade que as vezes, os mais inteligentes são acometidos... ou os distraídos.
Sorrateiro e estranho, apropria-se de horas conquistáveis, esbanja discretamente e com simplicidade, a sua disciplina mascarada. Falso e insondável pela introjeção, leva com jeito disciplinar irretocável o perspicaz ser despraparado, débil e autêntico, ao patamar servil do jugo subliminar, de maneiras delicadas e elegantes.
O fingimento terá o seu final porque não é possível fingir indefinidamente... E o que oculto é hoje por forte cortinado, fatalmente ficará liberto ou amanhã ou depois de amanhã.
As coincidências que me surpreenderam e ajudaram a iniciar a formação do raciocínio, estão acompanhadas por palavras sôltas e frases escapulidas, em informações escorregadias na distração. Nem tôdas as formações de frases ou resquícios de pensamentos soltos e fugidios, estão devidamente seguros, porque as coincidências da vida formam o complô amigo da transparência.
Nem todas as pessoas são tão desavisadas, alienadas da maldade humana ou distraídas. E em algum momento esbarrado pelo destino sábio, salta diante de olhos vivos o que está sendo fato e feito, bem recompensado e instituído como necessidade e humanidade.
E assim, são revezados os mecanismos da arte de enganar. Empregados com arte impossível de ser detectada em algum absurdo, porque ela é toda legalizada e precavida.
Uma arte que apresenta a leveza ou a delicadezas, concretamente doída.

domingo, 22 de novembro de 2009

O Olhar voltado ao Céu.

Se eu buscar o significado de cada movimento meu irei encontrar alguns, o que não será único por várias razões. Como criatura movida por sentimentos, ações, idéias e ideais com razão e emoção compreendo que tenho múltiplas bagagens de presente e futuro...

Compreendo ainda, que os ranços ou aprendizados registrados no passado também são cúmplices de tal multiplicidade. Posso renascer hoje, estar disposta e não apta para reinventar a minha vida, mudar a história e traçar novos percursos, e por outro lado estar capacitada pela vontade fiel, determinação e coragem para praticar as modificações necessárias. Logo posso tornar-me apta..."

O exercício de viver, quando somos crianças, "apenas pequeninos seres" desconhecedores do mundo e suas peripécias, é simples e arejado. O exemplo em questão aplica-se aos que amadureceram na mentalidade ou já maduros adquirem uma visão própria da existência, e decidem alterar o seu rumo.

Vive-se com alternativas, e sem opressões. Para que as escôlhas sejam feitas, é necessário que exista sempre mais do que um ou uma... Para isso existem as conveniências, as simpatias, as afinidades, as necessidades e os interêsses. Inclúo ainda os dons, porque se sou música e sei tocar dois instrumentos, para determinada apresentação onde é mister que me apresente ao piano, terei que cumprir. Nesse caso, não há alternativa.

Posso gostar mais das aulas de um professor pela sua linguagem clara, descomplicada embora êle seja feioso. E o bonitão cheio de pose e charme, p'ra mim pode não interessar, por ser prolixo em suas aulas. Eram dois professores, escolhi um mas se houvesse apenas o "prolixo," eu não teria escôlha.

Mesmo assim as insatisfações estão proliferando demais. Com quase todas as possibilidades para vivermos bem ainda que simplesmente, estarmos dentro da bela natureza e possuirmos as condições físicas perfeitamente boas e saudáveis, surpreendemos ao Criador, Deus-Pai com as lamúrias.

Lamúrias, hábito ou mania? Necessidade, charme ou feminilidade?
São difíceis as respostas mas não impossíveis. Precisarei talvez, de um final de semana para apurar bem as questões levantadas. Importa para mim conhecer com certa profundidade as interrogações que eu mesma me faço...

E porque menciono "charme e feminilidade?" A resposta é extraída de minhas observações que também tem origem em fatos onde a conclusão imedita, foi inspirada em meus olhos e percepção.
Em parte, por meus estudos feitos por "livre recreação", com aptidão em análise de "atitudes e comportamentos humanos." Assim dou ênfase a inclinação pelo que em mim é vocacional...

Existem mulheres que nada têm a dizer, vítimas da frivolidade e em consequência encontram a insatisfação em qualquer detalhe, momento ou aproveitam-se de sua incopetência feminina, como pessoa para exibir-se com suas lamúrias. Chamam a atenção da platéia e ganham algum confôrto ou chamêgo de seu par, que poderá ser um homem com igual necessidade de chamar a atenção pela sua elegância em atender a mulher com carinho, mesmo que não o tenha.


Consumado o ato de confôrto e proteção, ele a ajeita com o seu abraço estratégico e fingido, para fortalecer a sua vaidade em despertar admiração e até inveja o que o deixa mais seguro e confiante. A insegurança deve ser um inimigo oculto do ser humano...

No universo no qual fiz parte por três ou quatro anos daqui, e outros tantos anos dalí, tive a farta oportunidade de ver muito de perto, as intrínsecas maneiras femininas, seus caprichos e pedantismos, as esnobações e fingimentos, a enorme necessidade de aparecer (histriônicas) e também tive o prazer de conhecer de perto as elegantes e simples donas da elegância em gestos, e falas. Tenho como comparar... Quanto aos homens, exibem outros tipos de vaidades, e não são chegados à lamúrias.



Reuni um glossário, e hoje apoio-me em fatos reais e não nas imaginações... Não estou criando a fêmea e nem o macho, foram criados, educados ou mal educados. Estive muito próxima das vítimas das neuroses obssessivas, neuróticas, maníacas e toda a sorte de "poderosas" que mal sabiam andar de saltos altos, equilibravam-se nêles.

O resto é silêncio

Lúcia Lippi