terça-feira, 1 de dezembro de 2009

LEVE OU DELICADO?

Ser uma pessoa leve ou ser delicada? Quase a mesma coisa ou o mesmo sentido? Penso que a diferença entre uma e outra situação seja ínfima. Mas o que será que falta para ter o mesmo signficado, só que neste exato momento não consigo encontrar. Vejamos no Larousse da Língua Portuguesa: - DELICADO é o mesmo que suavidade, brandura, fineza, gentileza, sutileza.
Também se entende LEVE, como o que tem pouco peso, pouco espesso, pouco denso, gentil e fino.
Mas o que terá me levado a pronunciar tais palavras neste meu silêncio de conjecturas? As conjecturas derivadas de intenso raciocínio, do quebra cabeça, de juntar os ladrilhos quebrados do interminável mosaico...
Afirmo que tal necessidade liga-se ao fator justiça. Ao fato de querer ou precisar "ainda," descerrar o véu de todas as mentiras originadas de fonte por mim entendidas e legitimadas como puras. A necessidade de "não encontrar" a minha suspeita confirmada e tê-la p'ra mim mesma, como injusta. Ainda quero honrar o porto que ancorou o meu navio, porque desejo que êle seja o "honrado porto" que eu avistei e decidi confiar inteiramente. A nau que um dia abrigou os meus pensamentos, recolheu os resíduos para ajudar-me a desfazer do que nada valia mais.
Insuportável é a hipótese alcoviteira que soprou em meus ouvidos do que estava sendo capaz, e regalou-se ávida por sentar-se no mesmo lugar que o meu, para exibir os seus podêres e materializá-los. E naquêle conceito esperto e sagaz, colidir comigo, entrando e saindo pela mesma porta, a investigar e comprar as vaidades e os caprichos que a sua inveja pode satisfazer, e dessa forma desigual promover desordens capazes pela incapacidade que as vezes, os mais inteligentes são acometidos... ou os distraídos.
Sorrateiro e estranho, apropria-se de horas conquistáveis, esbanja discretamente e com simplicidade, a sua disciplina mascarada. Falso e insondável pela introjeção, leva com jeito disciplinar irretocável o perspicaz ser despraparado, débil e autêntico, ao patamar servil do jugo subliminar, de maneiras delicadas e elegantes.
O fingimento terá o seu final porque não é possível fingir indefinidamente... E o que oculto é hoje por forte cortinado, fatalmente ficará liberto ou amanhã ou depois de amanhã.
As coincidências que me surpreenderam e ajudaram a iniciar a formação do raciocínio, estão acompanhadas por palavras sôltas e frases escapulidas, em informações escorregadias na distração. Nem tôdas as formações de frases ou resquícios de pensamentos soltos e fugidios, estão devidamente seguros, porque as coincidências da vida formam o complô amigo da transparência.
Nem todas as pessoas são tão desavisadas, alienadas da maldade humana ou distraídas. E em algum momento esbarrado pelo destino sábio, salta diante de olhos vivos o que está sendo fato e feito, bem recompensado e instituído como necessidade e humanidade.
E assim, são revezados os mecanismos da arte de enganar. Empregados com arte impossível de ser detectada em algum absurdo, porque ela é toda legalizada e precavida.
Uma arte que apresenta a leveza ou a delicadezas, concretamente doída.